Dados biográficos

Licenciou-se em História – variante de História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2004. Completou o Ramo de formação educacional em História no ano de 2005. É mestre em História da Arte (Março de 2008), pela FLUC, com uma dissertação intitulada “Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência: modelos e programas arquitectónicos na construção do Estado Novo (1929-1970)”. Concluiu, em Maio de 2012, o doutoramento em História, especialidade de História da Arte, na FLUC. A sua tese, intitulada "O capital da arquitectura (1929-1970). Estado Novo, arquitectos e Caixa Geral de Depósitos", foi aprovada com distinção e louvor por unanimidade e agraciada com o Prémio de História Contemporânea - Victor Sá 2012. 

Exerceu funções de historiadora de arte no Gabinete responsável pela candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial (UNESCO) e foi bolseira de mestrado e doutoramento da FCT. Leccionou, como assistente convidada do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC, a disciplina de Comunicação Técnica (competências de comunicação em público, comunicação não-verbal), área onde continua a trabalhar de forma episódica. É investigadora integrada do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da UC (CEIS20), onde co-coordenou, entre 2012 e 2015, o grupo de investigação “História e Memória”.

É Professora Auxiliar do Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da FLUC. É directora do 1.º ciclo em História da Arte e membro do Conselho Científico do CEIS20 e do Conselho Pedagógico da FLUC.

Participa, com regularidade, em colóquios nacionais e internacionais, assegura acções de formação e a orientação de teses de mestrado e doutoramento. Tem integrado, também, projectos de investigação (âmbitos internacional e nacional) na área de arte da época contemporânea, com e sem curadoria de exposições associada. No presente, a par da sua actividade enquanto docente e investigadora, encontra-se interessada em projectos de transferência de saber, particularmente no desenvolvimento de criações culturais cuja génese resida no cruzamento das ciências sociais com o campo das artes.

 

Distinções:

Prémio de História Contemporânea - Victor Sá 2012, atribuído pela Universidade do Minho

Prémio Eng.º António de Almeida 2004, atribuído pela Fundação Eng.º António de Almeida

Prémio de Excelência Feijó 2003, atribuído pela FLUC

Bolsa de Mérito atribuída pela Universidade de Coimbra, ano lectivo 2002-2003

Bolsa de Mérito atribuída pela Universidade de Coimbra, ano lectivo 2001-2002

Bolsa de Mérito atribuída pela Universidade de Coimbra, ano lectivo 2000-2001

 

Algumas publicações:

. “Estado Novo, arquitetura e «renascimento nacional»”, Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), 2017, p. 100-113.     

https://www.revistas.usp.br/risco/article/view/131640/134825

. "Is there an Ideologically-Biased Broadening of the Concept of Modern Architecture? Questioning the Limits of Postmodernism's Inclusivism and Testing a Further Expansion", RIHA Journal 0133, 15 July 2016. [revised and extended version of a previous paper]

. “Widening the scope of modernism: is there room for Portuguese fascist architecture?”, em Southern Modernisms. Critical Stances through Regional Appropriations. Conference proceedings, ed. de Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia e Begoña Farre, Porto, CEAA e IHA, 2015, p. 59-71.

. “Power and architecture in Portuguese fascism: political and artistic control and resistance”, Journalism and Mass Communication, Nova Iorque, Julho de 2015, p. 360-371.

. “Mobiliário para a Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência: o processo de modernização de um dispositivo espacial (1940-1972)”, em Móveis Modernos: Mobiliário para edifícios públicos em Portugal 1940-1980, ed. de João Paulo Martins, Lisboa, Caleidoscópio e MUDE, 2015, p. 80-87.

·  O Capital da Arquitectura. Estado Novo, Arquitectos e Caixa Geral de Depósitos (1929-1970), Lisboa, Prosafeita, 2014.

·  Arquictetura da CGD. Filiais e Agências da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência (1929-1970), Lisboa, Prosafeita, 2014.

·  “Quando a gravura moderna portuguesa se tornou uma realidade: a Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses (1956-1968)”, em A doce e ácida incisão. A Gravura em contexto (1956-2004), Lisboa, Culturgest e Museu do Neo-Realismo, 2013, p. 201-236.

·  “Moderno e nacional: a procura de uma alternativa arquitectónica nos Estados Novos português e brasileiro”, em Oitocentos. Intercâmbios culturais entre Brasil e Portugal, tomo III, coord. de Camila Dazzi, Arthur Valle e Isabel Portella, Rio de Janeiro, EDUR-UFRRJ e DezenoveVinte, 2013, p. 235-253.

·  “Das repúblicas à República (1834-1926)/ From Repúblicas to the Republic (1834-1926)”, emUniversidade de Coimbra – Alta e Sofia: Textos Gerais/University of Coimbra – Alta and Sofia: General Texts, coord. do volume de Cátia Marques, Nuno Ribeiro Lopes e Sandra Pinto, Universidade de Coimbra, 2012, p. 118-134. [dossier de Candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial, 7 volumes]

·  “A Universidade de Coimbra e o Estado Novo (1934-1969)/The University of Coimbra and the Estado Novo (1934-1969), em Universidade de Coimbra – Alta e Sofia: Textos Gerais/University of Coimbra – Alta and Sofia: General Texts, coord. do volume de Cátia Marques, Nuno Ribeiro Lopes e Sandra Pinto, Universidade de Coimbra, 2012, p. 135-149. [dossier de Candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial, 7 volumes]

·  “Arquitectos e oposição ao Estado Novo”, em Carlos Cordeiro (org.), Autoritarismos, Totalitarismos e Respostas Democráticas, Coimbra, Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra; Ponta Delgada, Centro de Estudos Gaspar Frutuoso da Universidade dos Açores, 2011, p. 177-204.

·  “Movimento Moderno: de resposta universal a hipótese de século”, Estudos do Século XX, n.º 9 (Coordenador: António Pedro Pita), Coimbra, 2009, p. 28-43.

·  “Um uníssono a quatro vozes: arquitectura(s) do Estado Novo na Praça do Município da Covilhã”, Monumentos, n.º 29, Lisboa, IHRU, 2009, p. 126-133.

·  “Construir a história: a sede do CADC de Coimbra”, Lusitânia Sacra, 2.ª série, tomo XIX-XX, Lisboa, 2007-2008, p. 121-170.

· “«O moderno sim, mas o moderno característico da nossa paisagem»: discursos e percursos da arquitectura do Estado Novo”, em Actas do V Colóquio Internacional: Tradição e Modernidade no Mundo Ibero-Americano, Rio de Janeiro, UERJ/CEIS20/ GRPESQ/CNPq, 2008, [edição electrónica].

· “Amar a pátria, servir a arquitectura: funções e programas iconográficos das «artes decorativas» nas filiais da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência”, em Estados autoritários e totalitários e suas representações. Propaganda, ideologia, historiografia e memória, coord. de Luís Reis Torgal e Heloísa Paulo, Coimbra, CEIS20, 2008, p. 81-98.

·  “Arquitectura e cenografia política: o «Mosteiro dos Jerónimos» na Exposição do Mundo Português de 1940”, Murphy. Revista de história e teoria da arquitectura e do urbanismo, n.º 2, Coimbra, Julho de 2007, p. 120-145.

·  “Em nome da «sanidade artística»: o Estado Novo e o estilo barroco”, Revista da Universidade de Aveiro – Letras, n.º 23, Aveiro, 2006, p. 59-86.

· “Jardim Botânico de Coimbra: contraponto entre a Arte e a Ciência”, em Transnatural, coord. de Paulo Bernaschina, Porto, Artez, 2006, p. 30-69.

·  “O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra: de Vandelli a Júlio Henriques (1772-1873)”, Arquivo Coimbrão, n.º 39, Coimbra, 2006, p. 11-60.

·  “Entre o poder da arte e a arte do poder: modernismo versus neoclassicismo monumentalista na arquitectura das décadas de 1920 a 1940”, Revista Portuguesa de História, t. XXXVII, 2005, p. 411-435.

·  “Uma nova memória para um Estado Novo: restauro de monumentos e ensino da História no salazarismo”, Biblos, vol. 3, 2.ª série, Coimbra, 2005, p. 285-308.

 

Actuais interesses científicos e temas de investigação:

Arte dos regimes autoritários e totalitários

Relação entre modernismo e fascismo

Arquitectura e política no Estado Novo: instâncias e mecanismos de decisão; «vigilância» ideológica e estruturas de enquadramento; percursos da «oposição»

Museologia, património e teorias de restauro

Relação entre arte contemporânea, historiografia, memória e "património indesejado"

 

Website (com acesso a download de algumas publicações): https://coimbra.academia.edu/JoanaBrites 

 

Contactos:

Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra | 3049 Coimbra

E-mail: brites.joanac@gmail.com

 
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