Antropologia do Corpo

Ano
3
Ano lectivo
2019-2020
Código
01002375
Área Científica
Antropologia
Língua de Ensino
Português
Modo de Ensino
Presencial
Créditos ECTS
6.0
Tipo
Opcional
Nível
1º Ciclo - Licenciatura

Conhecimentos de Base Recomendados

Nenhum.

Métodos de Ensino

As leituras propostas no programa correspondem às temáticas abordadas semanalmente. Nas aulas teórico-práticas a participação dos alunos via discussão na aula ou no grupo de trabalho permitirá oportunidades para aprendizagem, possibilitando que outras experiências e perspetivas sejam debatidas. Intenta-se fomentar o intercâmbio de ideias e a construção de argumentos académicos sólidos.

Resultados de Aprendizagem

No final, os alunos deverão ter noções claras dos principais conceitos e teorias mais relevantes no contexto atual de globalização que moldam a maneira como as pessoas pensam e experimentam o seu corpo - incluindo o corpo em enquanto objeto social-, bem como as suas múltiplas representações e manipulações.

Esta cadeira é um exemplo de interdisciplinaridade, que se refletirá na origem das leituras sugeridas para os alunos. A bibliografia é procedente de várias disciplinas: antropologia, antropologia médica, filosofia, historia, sociologia, estudos culturais, ciência política, estudos de género. A cadeira centrar-se-á eminentemente nos textos basilares teóricos desta área de conhecimento e operacionalização destes instrumentos em casos etnográficos escolhidos para esse efeito.  

Estágio(s)

Não

Programa

Serão estudados clássicos como Mauss sobre as técnicas do corpo; M. Douglas sobre os 2 Corpos; o conceito de habitus trabalhado por P. Bourdieu; as teorias de incorporação de Csordas intimamente relacionada com a fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty; bem como as ideias do dispositivo disciplinar corporal e microfísica do poder de M. Foucault. Estas são relacionadas com intervenções mais contemporâneas. Textos de Eisenberg e/ou Scheper-Hughes e Lock mostram a divisão mente-corpo e consequências para medicina; iluminar-se-á o papel da medicina e discursos higienistas na construção do corpo colonial; da apropriação do corpo através de tatuagens, observando as modificações como cirurgia e como o estigma se relaciona com a imagem social corpo, ou quando apresenta diferenças para com a norma.São ainda estudadas a relação extrema entre o corpo individual, nacionalismos e ideologias políticas (corpo do bombista suicida) terminando com as interpretações de feministas sobre género.

Docente(s) responsável(eis)

Jorge Filipe Sousa Varanda Preces Ferreira

Métodos de Avaliação

Avaliação
Frequência: 100.0%

Bibliografia

 ALMEIDA, M.V.-. 1996, Corpo Presente, Oeiras, Celta.

 

BOURDIEU,P. 2002, Esboço de uma teoria da prática: precedido de três estudos de etnologia Cabila, Celta, Oeiras.

 

CSORDAS, T., 1990, "Embodiment as a Paradigm for Anthropology", Ethos, 18 (1): 5-47.

 

COMAROFF, J (1993) “The Diseased Heart of Africa” in Lindenbaum, S. a. M. L., Ed. Knowledge, Power, and Practice. UCalPress.

 

DOUGLAS, Mary. 1973, “The Two Bodies” Natural Symbols. NY, Vintage, pp. 65-81.

 

 

FOUCAULT, Michel.  [1975] 1978. Discipline and Punish. New York: Vintage.

 

MAUSS, Marcel. [1936] 1973. “Techniques of the Body.” Economy and Society, 2: pp. 70-88.

 

MERLEAU-PONTY, Maurice, [1947]. 1962. Phenomenology of Perception. New York: Routledge.

 

ORTNER, Sherry B., 1972,  Is Female to Male as Nature Is to Culture? Feminist Studies, Vol. 1, No. 2 (Autumn, 1972), pp. 5-31

PORTO, Nuno. 2001 “O Corpo nas Colónias”, Entre ser e estar: raízes, percursos e discursos da identidade, org. M. Ramalho e A Ribeiro, Ed.Afrontamento.

 

SYNNOTT, A. 1993, The Body Social. Symbolism, Self and Society. Londres: Routledge.