Desenvolvimento Profissional e Pessoal em Psicoterapia Sistémica e Familiar

Ano
4
Ano lectivo
2019-2020
Código
02018035
Área Científica
Psicologia
Língua de Ensino
Português
Modo de Ensino
Presencial
Duração
Semestral
Créditos ECTS
4.0
Tipo
Obrigatória
Nível
2º Ciclo - Mestrado

Conhecimentos de Base Recomendados

Recomenda-se a frequência, com aprovação, das u.c.s do 1º semestre da sub-área de especialização Psicoterapia Sistémica e familiar. O aluno deve ter bons conhecimentos de língua inglesa (leitura) considerando que muitas referências bibliográficas são em inglês.

Métodos de Ensino

Ensino teórico-prático com recurso a métodos expositivos, discussão de casos e outros materiais clínicos (p.ex. vídeos) articulados com métodos activos (p.ex. simulação de sessões terapêuticas) para treino de competências e experienciação de movimentos e processos auto-referenciais. Deste modo, esta a U.C. funciona como um “laboratório” do trabalho clínico.

Resultados de Aprendizagem

A u.c., leccionada com base no modelo de terapia familiar desenvolvido pela docente responsável (Terapia da curiosidade – modelo integrativo), tem como objetivo geral desenvolver nos estudantes uma identidade profissional enquanto terapeutas familiares sistémicos. Devem adquirir competências práticas sobre como gerir processos terapêuticos e a prática profissional. Devem ser capazes de avaliar o papel dos valores pessoais, crenças e estilo relacional interpessoal no trabalho terapêutico, bem como a maneira como a sua história pessoal e familiar modela a sua prática clínica. Devem aprender a utilizar o self na terapia. Devem adquirir competências associadas aos aspetos éticos e legais relacionados com a prática terapêutica numa perspetiva familiar e sistémica.

Estágio(s)

Não

Programa

Introdução: Vertentes ética, estética e pragmática na psicoterapia familiar e sistémica. Aspetos éticos e legais

1. Treino de competências na entrevista individual, de casal e familiar

1.1. Da criação e manutenção do contexto terapêutico à definição da relação terapêutica omnidirigida; estruturação da entrevista e relação permanente avaliação-intervenção

1.2. A co-terapia: dificuldades e potencialidades;

1.3. A supervisão

2. Treino de técnicas sistémicas para promover a mudança

2.1. A co-construção da mudança: negociação de objetivos, aplicação das técnicas decorrentes de diferentes modelos

2.2. Aspetos particulares: emprego de perguntas circulares, metáforas e linguagem analógica; reenquadramento e desconstrução; reflecting team e “como se”; criatividade e sentido de humor

3. A pessoa do terapeuta.

3.1. Ressonâncias e trabalho pessoal sobre a família de origem do terapeuta; o ajuste clientes-terapeuta

3.2. À descoberta do estilo pessoal do terapeuta: competências e atitudes

Docente(s) responsável(eis)

Luciana Maria Lopes Sotero

Métodos de Avaliação

Avaliação
Mini Testes: 50.0%
Trabalho escrito individual com a análise reflexiva do genograma pessoal ou genealogia familiar (30%); trabalho de grupo com a construção da caixa de ferramentas sistémicas (20%): 50.0%

Bibliografia

Anderson, H. (2012). Collaborative Relationships and Dialogic Conversations: Ideas for a Relationally Responsive Practice. Family Process, 51, 8-24.

Ausloos, G. (1999). A competência das famílias: tempo, caos e processos. Lisboa: Climepsi.

Relvas, A. P. (2003). Por detrás do espelho. Da teoria à terapia com a família. Coimbra: Quarteto.

Roberts, J. (2005). Transparency and Self-Disclosure in Family Therapy: Dangers and Possibilities. Family Processs, 44, 45-63.

Relvas, A. P., & Sotero, L. (2014). Familias Obligadas, Terapeutas Forzosos. La Alianza Terapéutica en Contextos Coercitivos. Madrid: Ed. Morata.

Sotero, L.; Escudero, V.; Relvas, A. P. (2014), "The therapeutic alliance with involuntary clients: how does it work?", Journal of Family Therapy, doi: 10.1111/1467-6427.12046

Sotero, L., Cunha, D., Silva, J., Escudero, V., & Relvas, A. P. (2016). Building Alliances with (In)Voluntary Clients: A study focused on therapists’ observable behaviors. Family Process.